Na monotonia desta tarde tão fria
Busco inspiração para uma bela canção
Na inquietude de minha alma
Que busca liberdade em meio à prisão
Busco palavras, caminhos, pensamentos
Alguma coisa dentro de mim que me sirva
Que leve pra fora essa angustia distinta
Rogo aos céus e busco alguma energia
Que possa calar talvez esse pranto
Algo que enxugue essas lágrimas escorridas
Algo que mude minha expressão apática e indigna.
Ao longe vejo uma silhueta em meio às trevas
As sombras não me deixam ver seu rosto
Minha inspiração teria chegado,
Em um manto negro e aveludado
Suas curvas perfeitas e estreitas
Seus cabelos loiros e iluminados
O vento que te traz também me carrega
Envolvo-me em você mesmo em trevas
Teus olhos se abrem e me iluminam
Torno a escrever, e em ti me inspiro.
Lila Oliveira
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Fazendo uma social.
Todos estão contemplando o atrito social desde os primórdios.
Estamos lendo cada palavra nas folhas de jornais, assistindo no noticiário de todo dia.
Pra muitos é só mais um dia de rotina,
Em mim assombra a duvida do fim de toda essa rotina
Acordos, leis, famílias e seitas, igrejas...
Todo um poder paralelo que rege nossa sociedade
Que age enquanto dormimos,
Que usa de cada centavo que você gasta no seu alimento,
Que te faz suar, que te faz acordar cedo pra ir trabalhar.
Que rouba você no momento menos esperado, que leva toda a sua grana da conta no banco.
Que exige a hipoteca da casa que você tanto lutou pra ter,
Que tira a guarda dos teus filhos, sobrinhos, parentes, pra dar a um desconhecido, talvez um doente.
Uma justiça sádica, que não prende quem rouba, não pune quem mata, não mata quem estupra.
Um povo esnobe que assumi a alta sociedade, que pisa e usa de crueldade.
Que não chora ou se comove,só manda,dá ordens.
E o povo pequeno que olha de longe essa grandeza,
Reza a Deus que tudo isso não os enlouqueça.
Que não percam o controle, que uma solução então apareça.
Que não lhe pisem mais as cabeças.
Que o olhar de suas crianças volte a brilhar,
Que o menino pare de roubar, pra família alimentar.
Que a policia não os espanque.
Que eles não tenham mais que se banhar em sangue.
Que o terror e o medo, não mais os atormente.
Que eles possam finalmente, acordar contentes.
Venham, venham depressa, pois nesse dia então, haverá festa!
Lila Oliveira
Estamos lendo cada palavra nas folhas de jornais, assistindo no noticiário de todo dia.
Pra muitos é só mais um dia de rotina,
Em mim assombra a duvida do fim de toda essa rotina
Acordos, leis, famílias e seitas, igrejas...
Todo um poder paralelo que rege nossa sociedade
Que age enquanto dormimos,
Que usa de cada centavo que você gasta no seu alimento,
Que te faz suar, que te faz acordar cedo pra ir trabalhar.
Que rouba você no momento menos esperado, que leva toda a sua grana da conta no banco.
Que exige a hipoteca da casa que você tanto lutou pra ter,
Que tira a guarda dos teus filhos, sobrinhos, parentes, pra dar a um desconhecido, talvez um doente.
Uma justiça sádica, que não prende quem rouba, não pune quem mata, não mata quem estupra.
Um povo esnobe que assumi a alta sociedade, que pisa e usa de crueldade.
Que não chora ou se comove,só manda,dá ordens.
E o povo pequeno que olha de longe essa grandeza,
Reza a Deus que tudo isso não os enlouqueça.
Que não percam o controle, que uma solução então apareça.
Que não lhe pisem mais as cabeças.
Que o olhar de suas crianças volte a brilhar,
Que o menino pare de roubar, pra família alimentar.
Que a policia não os espanque.
Que eles não tenham mais que se banhar em sangue.
Que o terror e o medo, não mais os atormente.
Que eles possam finalmente, acordar contentes.
Venham, venham depressa, pois nesse dia então, haverá festa!
Lila Oliveira
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