terça-feira, 21 de junho de 2011

Um pobre velho!

Eu choro de pena de mim mesmo. Um pobre velho imortal.


Cheio de sentimentos, cheio de emoções.

Sentimentos que me fazem chorar, que me fazem sofrer.

Emoções que me fazem sorrir, que me fazem mentir.

Que me deixam confundir, que me fazem fugir, fingir.

Malditas emoções que me fazem odiar, matar, manipular.

Emoções que até mesmo quando tento ter os pés no chão,

fazem questão de me darem asas pra voar.

Eu choro de pena de mim mesmo, porque sinto dores, por que sangro,

por que envelheço.

Eu choro de pena de mim mesmo, por que apodreço, decomponho por dentro,

com sentimentos amargos que corroem a alma e despedaçam o coração.

Imploro perdão a todos os deuses que possam por mim olhar.

Espero o fim de toda essa maldita agonia chegar.

Ó querida morte, que ao meu redor vagueia como hiena faminta desejando

minha carcaça. Leve-me consigo para o lar da escuridão, onde haverá paz para

que eu possa sonhar, onde haverá trevas para esconder toda a dor que meu olhos

vêem nesse mundo.

Acalme meu coração com o sopro maligno da morte, faça-o parar de bater para que eu não

sinta mais esse sangue inútil correr em minhas veias.

Não desista de me ter, querida morte, enxugue essas lágrimas de pobre coitado que sou.

 
 
 
Lila Oliveira