quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Realidade!

Uma geração de armadilhas, crianças destinadas à ganância.
Pés no chão, cabeças de cão, demônios inspiradores, nada de pudores.
Igrejas roubadas, freiras molestadas, padre com três filhos, maridos com maridos.
Sutileza amarga de uma dama sem amor,que gera o filho e o joga,mata a vida e se enforca.
Uma aristocracia indomável, um erro, imperdoável.
Uma vida imprudente, um esforço inigualável.
Lutar pelo que se quer implorar, piedade, garantir sua inocência.
Não chorar!

Ouvir a verdade, não suportar.
Pedir mentiras e não as falar.
Dizer eu te amo e não escutar.
Tropeçar em seus erros, não levantar.
Limitar-se ao Sim, para não ter que ir.
Reportar o NÃO á uma alma sem vigência.

Tudo o que nos assola em um buraco negro,
Todo esse inferno, ao qual nos referimos “Mundo”.


Lila Oliveira

Luxúria

Avisto ao longe, as pernas brancas de uma bela dama.


Sinto o seu cheiro de luxúria, seus lábios me chamarem.

Ao me aproximar de tal desejo, sinto o gosto do seu beijo.

Segurando-lhe firme, sinto minhas mãos queimarem.

Ao desenhar seu corpo com meus dedos, contornando-a de amor.

Ponho os dedos em minha boca, para sentir o seu sabor.

Puxando os seus cabelos, introduzo-me em sua dimensão.

Sinto o calor que está lá dentro, sinto o apertar de suas mãos.


No sussurrar dessas loucuras, rogo-lhe por muito mais.

Noite adentro nos perdemos, continuamos sem cansar.

Aquela pele macia, em meu suor a escorregar.

Sinto-a virar liquido sobre mim, me junto a ela, para gozarmos da noite, enfim.



Lila Oliveira

sábado, 8 de janeiro de 2011

Mais e mais me mato!

A cada trago de um cigarro

Cada drink por acaso

A cada passo em falso

A cada pergunta não respondida

A cada ação arrependida



Com pensamentos não compartilhados

Com adeus de namorados

Com atos não pensados

Com coração amargurado

Com amor a vingança.

Com apoio a matança



Mesmo que eu não queira morrer ainda

Minha alma insiste em partir

Ainda que eu supere cada inimigo,

Meu corpo implora por sangue

Um amor impiedoso, uma paixão suicida

Um rancor gostoso, e a aparência abatida

Nada mais me prende aqui, por isso mais e mais me mato por ti.



Lila Oliveira