E eis que surge algo que definitivamente tomou meus pensamentos,
repentinamente roubou minha visão, cegou-me aos fatos, tomou-me no ato.
Eis que brilha os olhos ao entender tal imagem, sim, pois pra entendê-la não basta só vê-la. Soma a mim tal sentimento, eleva-me assim, em movimento. Tira-me o peso do corpo, deita-se comigo ao ar livre, elevados ao um nível de atração edificante.
Controlados pelo desejo esquecem do mundo, não contendo-se as mãos, os braços, os abraços, o corpo se entrelaça, a voz se cala. Suspiros, delírios.
Amam-se desesperadamente, como uma forma de aproveitar todo o pouco tempo que têm, todo o romance que vem, mas que durará um curto período, mas ficará marcado na lembrança gostosa de uma mente amante.
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Coração desvairado!
Coração desvairado!
Coração com a bússola quebrada, apontando em várias direções, vai.
Com medo do amor, se esconde em muitos abraços. No acaso.
Procura em todos os olhares o olhar que espera. Procura em tantas camas, a noite perfeita, a noite de amor sem rancor.
Por tantos lugares passeia, vagueia, rodeia. Por tantos amores se entrega, exagera, dramatiza, desespera.
Amado por alguém, mas não consegue amar ninguém. Solto no mundo, fazendo absurdos, quente como a brasa, escorre como lava de vulcão no corpo de quem quer que o queira.
Vagabundo e frio, não se comove com uma só palavra, abomina o romantismo, se esquiva sem falar nada.
Sorriso apático, quer apenas o seu sexo bem aproveitado, quer apenas correr de tudo que o faça infeliz.
Como uma lady sangrenta do sexo comporta-se.
Como uma viúva sedenta, envolve-se.
Busca infinita por diversão, rodeado de gente inútil, quer apenas esbaldar-se na vida. Arrependimento? Nunca ouviu essa palavra. Sofrimento, é ser impedido de bater assim, sem direção, com diversão. Vai, vive, coração!
Coração com a bússola quebrada, apontando em várias direções, vai.
Com medo do amor, se esconde em muitos abraços. No acaso.
Procura em todos os olhares o olhar que espera. Procura em tantas camas, a noite perfeita, a noite de amor sem rancor.
Por tantos lugares passeia, vagueia, rodeia. Por tantos amores se entrega, exagera, dramatiza, desespera.
Amado por alguém, mas não consegue amar ninguém. Solto no mundo, fazendo absurdos, quente como a brasa, escorre como lava de vulcão no corpo de quem quer que o queira.
Vagabundo e frio, não se comove com uma só palavra, abomina o romantismo, se esquiva sem falar nada.
Sorriso apático, quer apenas o seu sexo bem aproveitado, quer apenas correr de tudo que o faça infeliz.
Como uma lady sangrenta do sexo comporta-se.
Como uma viúva sedenta, envolve-se.
Busca infinita por diversão, rodeado de gente inútil, quer apenas esbaldar-se na vida. Arrependimento? Nunca ouviu essa palavra. Sofrimento, é ser impedido de bater assim, sem direção, com diversão. Vai, vive, coração!
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